10 de Junho de 2009

PARTIDO VERDE - UM ESPAÇO POLÍTICO-PARTIDÁRIO DE LUTA



PARTIDO VERDE, UM ESPAÇO POLÍTICO-PARTIDÁRIO DE LUTA

Em 1972 os cientistas e alguns líderes de visão, preocupados com a degradação do planeta, fizeram um levantamento das conseqüências do modelo predatório de civilização predominante. No mesmo ano realizou-se a “I Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente”, em Estocolmo sob a liderança da primeira ministra da Noruega, Gro Brundtland. Deste encontro surgiu o famoso relatório Brundtland, que criticava o modelo de desenvolvimento global vigente. Foi a primeira vez que se falou em “desenvolvimento sustentável”, com a defesa do atendimento às necessidades das atuais gerações sem se esquecer das próximas, já que o planeta não tem recursos infinitos. Atualmente, é mais lastimável a realidade do planeta.


No âmbito global a mudança do clima, a crise da biodiversidade, a escassez de água doce, a degradação dos oceanos e a destruição da camada de ozônio. Regionalmente, temos a degradação das bacias hidrográficas, a destruição das florestas (Ex. Amazônica e Mata Atlântica no Brasil), a chuva ácida e a desertificação do solo. Em termos locais, os problemas são muito mais visíveis nas cidades: a destruição das áreas verdes, a poluição dos rios e lagoas, a escassez de água potável, a falta de saneamento básico, a exclusão social, a problemática do lixo, a falta de habitação, a poluição do ar, a precariedade dos transportes públicos e o trânsito caótico, a presença das drogas e a violência urbana


Desta época, até os dias de hoje, multiplicaram-se os movimentos de alerta e reivindicações na busca de um sistema político sócio-econômico justo, ecologicamente correto e sustentável. A sociedade reage e grita através das suas organizações não governamentais, dos movimentos sociais e religiosos. Na esfera dos partidos políticos foi o Partido Verde, a instituição político-partidária pioneira na luta por um sistema sócio econômico onde todos tenham qualidade de vida. Daí a defesa de valores e princípios, como: a ecologia, a cidadania ativa, a democracia, a justiça social, a liberdade, o poder local, o pacifismo, o multiculturalismo, o internacionalismo, a cidadania feminina e o saber. No Brasil, temos muito que lutar contra aqueles que querem o desenvolvimento a qualquer custo. O Partido Verde quer que todas as esferas de governo (União, Estados e Municípios) atuem com firmeza e competência na aplicabilidade das leis ambientais. E mais: que ajam radicalmente contra as ameaças de mudanças legislativas para somente favorecer o lucro fácil dos poderosos.

27 de Abril de 2009

FOTOS DE VALENÇA DO PIAUÍ

IGREJA DE SÃO BENEDITO

POLÍCIA MILITAR

IGREJA DE NOSSA SENHORA DO Ó E CONCEIÇÃO

GARIS INUSITADOS

CÂMARA MUNICIPAL

CIDADE DE VALENÇA DO PIAUÍ

Conjunto de prédios no acesso à cidade

CIDADE DE VALENÇA DO PIAUÍ

CIDADE DE VALENÇA DO PIAUÍ

Estive em visita ao Piauí em uma missão político-partidária do Partido Verde. Voltava de Picos, num domingo de sol. Na agenda da “comitiva verde” constava uma visita à outra cidade: Valença do Piauí. Assim que cheguei à cidade lembrei-me do colega piauiense/valenciano Rivadávia Veloso que estudou comigo no Curso de Edificações da Escola Técnica Federal do Ceará. Este estabelecimento de ensino já se chamou CEFET, e agora recentemente, mudou o nome para Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará. Riva, também, trabalhou comigo na construção da hidroelétrica de Boa Esperança. Eu, jamais imaginaria - um dia - conhecer sua cidade natal na sua ausência. Uma emoção invadiu meu coração pela lembrança da boa amizade do amigo e pela alegria em estar na sua terra natal.

CIDADE DE VALENÇA DO PIAUÍ

CIDADE DE VALENÇA DO PIAUÍ
- continuação -
Ao adentrar na área urbana de Valença, logo observei que era uma cidade detentora de um significativo patrimônio histórico-arquitetônico.
O cenário contemplava a igreja de São Benedito e um conjunto de prédios conjugados, aonde se destacava a sede da Câmara Municipal. Logo após, estava a igreja da padroeira: Nossa Senhora do Ó e Conceição. Percorri, junto com os companheiros de viagem, mais algumas ruas até chegar a casa aonde a nossa comunicativa líder/anfitriã Conceição nos aguardava. Um saboroso “café” com bolos caseiros e sucos de frutas da região corroboraram a bela hospitalidade desta gente alegre de Valença.

Cidade de Valença do Piauí

CIDADE DE VALENÇA DO PIAUÍ
- continuação -
Mas, o que mais me chamou a atenção foi a inusitada presença nos logradouros públicos de seres vivos que nós costumamos ver somente nas alturas: os urubus. Era incrível como eles circulavam tranquilamente na cidade à busca dos seus alimentos favoritos. Comentei com uma jovem do lugar sobre essa cena inusitada. Ela - claro – risonhamente afirmou: “são as chamadas galinhas do prefeito, isso em razão da falta de limpeza na cidade ...rs,rs,rs...” Mais tarde, ainda pensando na presença dos urubus, conversei com outros moradores sobre a observação da jovem. Eles reafirmaram a justificativa, mas incluindo também na história outros prefeitos antecessores.
Com certeza, deve ser folclore da cidade!
Valença do Piauí registrou no meu modelo mental uma visão de cidade tranqüila, de gente feliz e acolhedora.
Valeu a pena conhecê-la!



14 de Janeiro de 2009

NATAL, UMA CIDADE FELIZ DECLARADA







NATAL, UMA CIDADE FELIZ DECLARADA...

Eu creio que pela quarta vez visitei Natal. No início de 2009 fui, em missão do Partido Verde, à posse da nossa Prefeita do PV, Micarla de Sousa.
Consolidou-se em mim a impressão que obtive desta cidade desde a primeira vez que a visitei. Natal é uma cidade abençoada por Deus em razão do seu belíssimo patrimônio natural. Sua gente, fiel ao reconhecimento à sua natureza, nos transmite sentimentos de acolhimento e alegria. A beleza natural de Natal é formada por um cenário de praias, lagoas, restingas, florestas e dunas. A ela se juntam uma cultura, uma história e uma contemporaneidade que fazem bem a seus moradores e aos seus visitantes. A rica gastronomia é consolidada por saborosos pratos nos confortáveis restaurantes da cidade.
O amplo patrimônio cultural com belas edificações históricas - o Forte dos Reis Magos é o melhor exemplo - é um grande atrativo que se junta às águas quentes das praias paradisíacas de Natal, a transformando em um grande atrativo turístico.
Um olhar urbanístico mais acurado nos leva à conclusão de que a orla marítima de Natal, ao contrário de muitas cidades marítimas do Nordeste, está sendo preservada com a ausência de grandes edifícios na sua beira-mar.
Deixa-me mais animador a expectativa de uma gestão muito mais cuidadosa do meio ambiente e da gente de Natal. Agora governada por uma Prefeita verde carismática e trabalhadora.
É esperar e veremos.

11 de Janeiro de 2009

Maranguape, exemplo de requalificação do patrimônio cultural

Casa de Cultura Capistrano de Abreu

Museu da Cidade (antiga Cadeia Pública)

Conjunto arquitetônico da Rua Major Agostinho (Solar Bonifácio Câmara -
Biblioteca Pública)



CURSO DE TURISMO EXEMPLIFICA BOA AÇÃO DA GESTÃO MARCELO SILVA EM MARANGUAPE

A Universidade Aberta do Nordeste (Jornal O POVO), no “Curso da Cadeia Produtiva / TURISMO”, no módulo “O patrimônio arquitetônico, os sítios históricos e o turismo”,apresentou como caso real as nossas ações na área do turismo e da preservação do patrimônio histórico em Maranguape, quando éramos Prefeito.
A seguir, transcrevemos, por inteiro, o artigo da arquiteta Célia Perdigão que pertence aos quadros do IPHAN/ Ministério da Cultura.

Maranguape, exemplo de requalificação do patrimônio cultural

Na última década do século XX foi elaborado o Plano Municipal de Turismo de Maranguape numa parceria entre a Prefeitura local e a Secretaria de Turismo do Ceará. O plano propõe como âncoras para desenvolver o turismo a reciclagem de uso dos sítios e fazendas locais e trabalhos de preservação, reutilização e programação de roteiros junto aos prédios históricos urbanos e rurais. Menciona ainda que se associe ao turismo motivado pelos bens naturais o turismo cultural, cujo acervo representa os ciclos econômicos do município,
sintonizando a abordagem com as novas demandas do mercado. Nas administrações realizadas entre 1997 e 2004 são implementados vários trabalhos com o patrimônio cultural local.
Um deles foi a criação da lei do tombamento, que selecionou 60 imóveis, praças e pequenos conjuntos, de quatro épocas de desenvolvimento do município com seus dados tipológicos e cronológicos. Foram restauradas praças, com seus jardins e mobiliário urbano e também de prédios. Várias residências foram pintadas ou restauradas em convênio com a prefeitura, que depois alugou algumas delas. Com o exemplo da prefeitura, vários outros imóveis caracterizados são recuperados pelos seus proprietários ou ocupantes, como a Caixa Econômica Federal.
Destaca-se ainda a criação do Conselho de Cultura, da Câmara dos Conselhos, da Guarda Municipal, da Fundação de Turismo Esporte e Cultura (a primeira do interior do Ceará, em 1999) e a organização do Fórum da Agenda 21. Outras ações foram o incentivo à produção de bordados com a recuperação da antiga estação rodoviária para exposição e venda dos produtos; incentivo à produção da cerâmica do Elias; criação da escadaria da padroeira, fomentando o turismo religioso; capacitação de jovens para trabalhar em obras de restauro de imóveis; realização de vários cursos para jovens de
Educação Patrimonial e Ambiental. Entre os frutos que Maranguape colheu estão a melhor interação entre os setores da administração e da qualidade dos espaços urbanos e interiores; aumento do fluxo de pessoas, incluindo turistas; capacitação de jovens; melhoria do ensino público municipal e particular; mudança na atitude dos proprietários frente à preservação do patrimônio edificado; e o que é
mais importante, elevação da auto-estima da população. As ações promovidas pelo poder público possibilitaram o reconhecimento e a resignificação do seu patrimônio.

Célia Perdigão.